Andava sem rumo, alheia ao redor,
quando nos encontramos, sem querer,
num lugar comum...
Não era alguém diferente,
mas era especial,
embora não soubesse o motivo.
Você estava à mercê de seu destino,
desconhecendo qual era a sua busca.
Não sabia do seu potencial de amor e ódio,
mas seus olhos diziam algo
que não soube definir, de momento.
Independente de qualquer coisa
estendi minha mão,
demonstrei meu carinho e compreensão.
tentei caminhar ao seu lado,
não importando o que pudesse enfrentar!
Desde que estivéssemos juntos,
olhando na mesma direção!
Sua voz possuía o som que sempre quis ouvir!
Seu rosto, encoberto pela névoa do tempo,
não importava, porque sempre conheci!
A idade não importaria,
porque sempre teríamos algo a aprender e ensinar!
Suas palavras nunca chegaram até meus ouvidos
soando dúvidas, pois acreditava como verdadeiras.
Nunca lhe neguei o direito da defesa,
qualquer que fosse o motivo!
Acreditava que os desencontros seriam passageiros,
e as palavras ditas, apenas da boca para fora!
Seriam momentos de mágoas, apenas;
mas que não ficariam guardadas no coração.
Pensava que nunca duvidarias de mim, também!
Mas... Não foi assim...
Jamais imaginaria que fosse julgada,
sem sequer ser ouvida!
Numa fração de segundos,
sem uma só palavra,
fui julgada e condenada!
Nunca iria imaginar que seu amor,
pudesse ser tão frágil e covarde!
Acreditei e me iludi...
Quantos outros enganos cometi?
Eu não era o que você queria,
Assim como, não foi como pensei!
Nunca imaginaria
que o orgulho que escondias,
acabaria destruindo dois corações!
No meu canto, solitária,
permaneço a tentar entender...
Se em silêncio, com você mesmo,
compreendeu a dimensão do seu ato insano!
Decidiu, julgou e assinou a própria sentença!
Será que percebeu o que fez?
Com você e comigo?
Desistindo de nós mesmos...
Por tão pouco, sem explicação???
Você me enganou?
Ou eu me enganei?
Ou apenas, nos enganamos?
Guerreira